
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que o governo federal considera urgente a aprovação do fim da escala de trabalho 6 por 1. A declaração foi feita após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviar ao Congresso Nacional a proposta em regime de urgência constitucional.
Com esse regime, o texto passa a ter prazo de até 45 dias para tramitação na Câmara dos Deputados e mais 45 dias no Senado. Segundo o ministro, a expectativa é que a proposta seja votada até agosto, quando passaria a trancar a pauta das duas Casas caso não seja apreciada dentro do período estabelecido.
Boulos também criticou o que classificou como tentativa de adiamento por parte de parlamentares ligados ao bolsonarismo, apontando que haveria uma estratégia para postergar o debate. Ele defendeu que a redução da jornada atende a uma demanda dos trabalhadores por mais tempo para convivência familiar, lazer e qualificação profissional.
O ministro ainda rejeitou propostas de transição prolongada para a mudança, como a redução gradual da carga horária ao longo de cinco anos. Segundo ele, estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada indicam que a economia brasileira teria capacidade de absorver a alteração e que trabalhadores descansados tendem a apresentar melhor desempenho.



