
A expectativa em Brasília nesta segunda-feira (25) é sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a respeito das medidas cautelares aplicadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre as possibilidades está a conversão da atual prisão domiciliar em prisão preventiva, o que aumentaria a pressão sobre o ex-mandatário.
A defesa de Bolsonaro apresentou seus argumentos na última sexta-feira (22), e Moraes encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República, seguindo o rito antes de qualquer decisão. O ponto central não está no processo do 8 de janeiro que já tem julgamento marcado para 2 de setembro, mas sim em uma nova investigação por obstrução de justiça, que também envolve o deputado Eduardo Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia.
O jurista e professor da USP Pierpaolo Bottini destacou que a preocupação do STF é dupla: a possível repetição de condutas que o tribunal considera criminosas e o risco de fuga do ex-presidente. Ele também acredita que o processo do 8 de janeiro terá uma resolução mais rápida, já que envolve um réu preso, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid.
Já a operação que atinge Eduardo Bolsonaro e Silas Malafaia, deflagrada recentemente, ainda está em fase inicial e deve demorar mais a ter um desfecho. Para Bottini, o cenário complica o retorno de Eduardo ao Brasil, que poderia enfrentar medidas cautelares ao desembarcar.